Canto do Amor Armado
Sérgio Ricardo
Eia
Ateia esta candeia
Joga a saia é branca a areia
Sob o céu que se incendeia
Na vermelha onda do mar

Se eu fosse algum pescador
Te enredeava de amor
Contando lendas encantos
Feitiços, quebrantos
Do marmarejar

Se eu fosse algum plantador
Te acalantava com a flor
Colhida nos pés dos versos
Dos cantos dispersos
Do sertanejar

Mas só trago o amargo rumor
Que o asfalto rumorejou
Só trago a foto da flor
Que o beija-flor recusou
E a terra em canto minguante
Refrão de guerra crescente
Armado eu vim só de amor

Eia
Tem minha oferenda
Forma colar, rosa e renda
Destas conchas presas prenda
Minhas relíquias de paz