biografia_imagem/menino.jpg biografia_imagem/newyork63.jpg
1960 - 1962
Sai o LP A Bossa Romântica de Sérgio Ricardo, com produção de Aloísio de Oliveira e arranjos de Lindolfo Gaia. Nele, só composições próprias: O Nosso Olhar, Ausência de Você, Pernas, Não Gosto Mais de Mim, Poema Azul, Buquet de Izabel e a canção de maior sucesso: Zelão.

O disco é muito executado e alcança grande sucesso. Sérgio passa a comparecer aos programas musicais de maior audiência, passando por todos os canais de TV.

Uma nova faceta do artista aparece: a de diretor televisivo. Convidado pela TV Tupi, Sérgio passa a dirigir um programa sobre Bossa Nova - o primeiro da TV brasileira a ser transmitido ao vivo em cadeia nacional. Sérgio comandava o programa no Rio de Janeiro enquanto em São Paulo estava Cassiano Gabus Mendes, depois autor de novelas de sucesso.

Sérgio continua na Tupi, com seu novo programa Ao Sol da Tarde, em que canta, entrevista convidados e toca piano, acompanhado por uma pombinha que pousa no instrumento.

É contratado para um programa semanal na TV Itacolomi, de Belo Horizonte. Além de apresentar-se com músicos locais, sorteia uma das cartas das telespectadoras para fazer uma serenata após o programa, ressuscitando a moda localmente.

Faz vários shows pelo país e financia e dirige seu primeiro filme, Menino da Calça Branca, realizado em 35 mm. Roda a produção na favela Macedo Sobrinho (hoje extinta), que ficava atrás de seu prédio no bairro do Humaitá, no Rio de Janeiro.

Zezinho Gama, Laura Figueiredo, Ziraldo e Sérgio atuam no filme e seu irmão Dib Lutfi faz a fotografia. Ao ver a projeção do copião na sala do laboratório Lider, Nelson Pereira dos Santos oferece-se para montar o filme - de graça. Nasce uma amizade e outro envolvimento: o Cinema Novo.

A Odeon lança seu segundo LP, Depois do Amor, com arranjos de Gaia e produção de Aluísio de Oliveira. No repertório, as músicas que gostaria de ter feito, de seus companheiros da Bossa.

Voltado para o cinema, Sérgio termina seu curta. É escolhido pelo Itamaraty a representar o Brasil no festival de cinema de San Francisco, nos Estados Unidos, e no festival de Karlovi-Vary (Tchecoslováquia). No Rio de Janeiro, ganha o Prêmio Governador do Estado. Em Salvador, recebe o prêmio da reitoria da Universidade Católica, no Primeiro Festival de Cinema da Bahia. Sérgio viaja para San Francisco, onde um distribuidor americano se interessa imediatamente em veicular o filme pelo país e lhe paga o referente ao custo do filme como adiantamento.

Dias antes do término do festival, Sérgio é convocado pela Cônsul do Brasil em Nova York, Dora Vasconcelos, a participar do concerto da Bossa Nova no Carnegie Hall. Ele embarca para Nova York para ensaiar e se apresentar juntamente com seus colegas.

Canta Zelão e O Nosso Olhar e é muito aplaudido. Posteriormente, participa também do show de Bossa Nova de Washington e volta para Nova York.

Vai morar no Village, e lá permanece durante quase um ano, preparando o roteiro de um próximo filme. Recebe um convite para se apresentar no Village Vanguard. Reveza no palco com Herbie Mann e Bola Sete, violonista brasileiro. Contratado por uma semana, o show é prorrogado por mais uma, devido à sua aceitação.

Volta para o Brasil iniciando seu primeiro longa metragem: Esse Mundo é Meu. Escreve, roteiriza, faz a trilha sonora e dirige, ao estilo da Nouvelle Vague. No elenco: Léa Bulcão, Ziraldo, Antônio Pitanga, Luzia Aparecida, Sérgio Ricardo e Cavaca (humorista da época). Com inserção de trechos da Peça Ripió Lacraia, de Chico de Assis, e exímia fotografia de Dib Lutfi.