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1940 - 1949
Sua família se muda para a capital paulista. Continua seu aprendizado de piano e cursa o ginásio no Liceu Pasteur. Aluno rebelde, só se empenha em matérias relativas às artes. Dois anos mais tarde, volta com a família para Marília.

Elementos musicais como a banda do maestro Galati no coreto do jardim, o cantar dos nordestinos, interpretações do regional e intérpretes locais de programas da Rádio Clube de Marília e da Rádio Nacional sedimentam em seu inconsciente a brasilidade musical da época.

Findo o ginásio, vai para São Vicente trabalhar na rádio Cultura São Vicente, como operador de som, locutor e discotecário, onde trava conhecimento diário com toda a música da época e amplia seu conhecimento da história da música. Do erudito ao popular, do nacional ao estrangeiro. Seu ouvido fica, por um ano, tomado pela informação, distante de seu piano e dos estudos.

Em um piano cedido pelo dono da Boite Savoi, passa a tirar de ouvido as músicas que ouve diariamente. Seu toque motiva o dono do local a contratá-lo para as domingueiras. Sozinho, anima a noite solando tangos, sambas, valsas, choros, foxes e outros ritmos ao estilo do pianista Carmen Cavalaro, coqueluche da época. A casa lota.

Seu cachê é três vezes maior do que o salário da rádio. Seu tio Salim Mansur o leva então para o Rio de Janeiro, onde passa a ter certeza de que não abandonará mais a música.

Atua como locutor no programa do tio, na Rádio Vera Cruz, depois de aprender com ele a arte da locução e da narração. Paralelamente retoma seus estudos de piano e teoria musical no Conservatório Nacional de Música. Exercita-se no piano da rádio e cursa o científico no Colégio Lafayete. Troca o colégio pela leitura. Torna-se um leitor voraz e se fixa no estudo das artes.

Exercita-se diariamente em um piano de seu amigo vizinho. Exibe-se em festas de colégio e freqüenta o auditório da Rádio Nacional para ver de perto os artistas que admirava: Léo Peracchi, Radamés Gnatalli, Garoto, Lúcio Alves, Dick Farney e tantos cantores e músicos da época.

É contratado como pianista da boite Corsário, na Barra da Tijuca, e ingressa na vida noturna. Com o lucro de seu trabalho de pianista solo, compra seu primeiro piano, um Rener vertical que o acompanharia por décadas. Com a continuidade da peregrinação em boites do Rio, suaviza a dificuldade financeira familiar e torna-se conhecido.