1985 - 1989
O Governador de Brasília, José Aparecido, ao ouvir o disco João-Joana, contrata Sérgio Ricardo e o mesmo grupo da gravação para uma apresentação no Teatro Villa-Lobos, com a Orquestra Sinfônica de Brasília regida por Cláudio Santoro para uma apresentação. Devido ao sucesso, são realizadas mais duas apresentações.

É incentivado pelo amigo Zaluar a assumir a pintura e a freqüentar seu atelier. Após o falecimento do pintor, aceita o convite dos filhos deste e vai morar em sua casa de Itaipú, em Niterói. Permanece por um ano dedicando-se a pintar, ao se sentir desestimulado e cansado do boicote da censura e do seu alijamento da mídia.

O longo período da ditadura, dentre outros males, causa o distanciamento dos estudantes da ação política. Gradativamente os shows de Sérgio em faculdades vão escasseando, comprometendo até mesmo seu sustento.

Participa do Projeto Pixinguinha em várias ocasiões e de uma ou outra iniciativa desgarrada. Contudo, Sérgio continua a compor.

Estamos em 1989. Aos 58 anos, de sua união com Irene Cristina nasce seu terceiro filho temporão - João. Nova alegria, novo estímulo.

Apresenta com seus músicos e a cantora Telma Tavares o cordel Estória de João-Joana no Masp, em São Paulo, com a Orquestra Jovem, regida pelo maestro Juan Serrano. Sua aceitação rende mais um show no dia seguinte.