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1977 - 1979
Maurício Tapajós, companheiro e amigo de Sérgio, produz para a Continental um novo LP com canções inéditas. No entanto, eles não alimentam ilusões de sucesso. O que vale é o registro de No Vidigal, Do Lago à cachoeira, Contra a Maré, Lá vem Pedra, Tarja Cravada, Sexta-Feira 13, Canto Vadio e Ponto de Partida, além de Toada de Ternura (de um poema de Thiago de Mello) e uma releitura de O Nosso Olhar.

Mora no barraco por mais de um ano, durante o qual escreve a peça Bandeira de Retalhos. É convidado por Chico Buarque a integrar sua comitiva em visita a Cuba, para participarem do festival de música de Varadero. Faz dois shows, em Varadero e em Havana. Sérgio, Chico e os demais companheiros, Carlinhos Vergueiro, Nara Leão, MPB-4 e João Bosco, encerram o show cantando Corisco, de Sérgio.

É escolhido para musicar todo o livro Flicts, de Ziraldo. O LP sai pela Polygram, com arranjos do próprio Sérgio e interpretações do MPB-4 e Quarteto em Si. Para espanto de Sérgio Cabral, produtor do disco, a gravadora não se empenha na promoção e divulgação, e as canções não são executadas no rádio ou na TV.

O poeta Carlos Drummond de Andrade, em sua coluna no Jornal do Brasil, tece elogios a Sérgio por seu trabalho musical para o livro de Ziraldo. O que seria o início da amizade de Sérgio com o poeta de Itabira. Drummond lhe envia seu único cordel, Estória de João-Joana, inspirado em um fato verídico, para que ele o transforme em música.

Sérgio entrega o barraco para a associação dos moradores fazerem sua sede.

Em seu apartamento no Vidigal, trabalha na composição da Estória de João-Joana. Com a participação dos músicos Bororó, Lui Coimbra, Paulinho "Briga" e Chacal conclui os ensaios do cordel e grava em um pequeno estúdio de oito canais uma amostra da composição. Obtém a aprovação, sem restrição, de seu agora parceiro Drummond.

Realiza, a convite de João Madeira, o curta-metragem Balanço do Vidigal, para o projeto da cinemateca da Shell. Com seus honorários paga o trabalho de orquestração de João-Joana feita pelo maestro Radamés Gnatalli.

Logo depois, Madeira o convida para dirigir outro curta, Dançando Villa-Lobos, com o grupo Nós da Dança. Durante as filmagens, o grupo se interessa em montar o espetáculo João-Joana, que é encenado no Teatro João Caetano.

É feita uma gravação com os músicos de Sérgio e a Orquestra do Teatro Municipal do Rio de Janeiro, para o LP independente de João-Joana, com composições, arranjos e voz de Sergio, orquestração de Radamés e produção de Homero Ferreira. Ao ouvir a gravação, Drummond envia uma carta emocionada para Sérgio.